terça-feira, 25 de maio de 2010

Presidente do Irã e Lula negociam acordo nuclear


Na primeira reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad, neste domingo (16), os chefes de Estado enfatizaram as relações bilaterais entre as duas nações. Apesar de a nota oficial divulgada pelo governo iraniano não mencionar questões nucleares, o texto informa que Ahmadinejad reforçou “suas posições para reformar a ordem mundial”.

“A realidade é que alguns países que controlam os centros políticos, econômicos e midiáticos do mundo não querem que os outros países progridam", declarou o presidente iraniano.

O presidente Lula chegou ao Irã na noite de sábado (15) para fazer a mediação sobre o programa nuclear iraniano, apresentada pelas grandes potências como "a última chance" antes da nova rodada de sanções da Organização das Nações Unidas (ONU) contra o país.

Ahmadinejad agradeceu o apoio brasileiro e reafirmou ainda as vantagens das relações entre os dois países. "Juntos podemos mudar essas condições e proporcionar as transformações necessárias. Esta visita marca o início de uma cooperação entre duas grandes nações", acrescentou.

Segundo a mesma nota, Lula declarou que o "Brasil considera suas relações com o Irã estratégicas, já que os dois países podem atuar assim com mais força".

O presidente brasileiro também se reuniu com o guia supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. De acordo com a televisão estatal, Khamenei denunciou os Estados Unidos pelo "barulho" feito a respeito da visita do presidente brasileiro ao Irã. "As potências dominantes, em particular os Estados Unidos, estão descontentes com o desenvolvimento das relações entre os países indepententes e influentes", disse.

A agência de notícias oficial iraniana informou ainda que o aiatolá ressaltou a postura do Brasil nas relações com países como os Estados Unidos. "O Brasil adotou posturas independentes ao negociar com as políticas arrogantes dos Estados Unidos nos últimos anos", disse Khamenei.

"Nós acreditamos que os países que foram marginalizados ao longo dos últimos 200 anos, devido às políticas ilógicas de potências agressivas, podem ter um papel fundamental no desenvolvimento global", afirmou o líder supremo ao "acolher" a cooperação mútua entre Irã e Brasil.

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